terça-feira, 27 de outubro de 2009

Chapada Diamantina-BA




       Em nossa primeira viagem à Chapada Diamantina em março de 2002, ficamos maravilhados com uma paisagem impressionante, diferente de tudo o que imaginávamos. São planaltos, cachoeiras, trilhas, grotas e grutas subterrâneas e submersas, vegetações exuberantes em uma paisagem realmente inesquecível, que ficará marcada para sempre em nossas vidas. Uma sensação de paz indescritível, um momento de re-encontro com o criador, onde nos sentimos parte de um todo. É como se voltássemos à origem de tudo, ao início da criação... Nesse cenário paradisíaco, renovamos as forças para continuarmos nossa jornada e contamos os dias para voltarmos e nos banharmos naquelas águas geladas, límpidas e cristalinas... 



O sertão que já foi mar 

O sertão baiano já foi mar, há mais de 600 milhões de anos. A velha imagem do sertão é bem diferente nestas terras que um dia estiveram forradas de pedras preciosas. A diversidade de paisagens deslumbrantes presentes em um mesmo lugar impressiona: grutas, cachoeiras, morros exuberantes, além de cidades históricas fazem da Chapada Diamantina um dos destinos mais originais do Brasil.
Aspectos Culturais e Históricos
Com o surgimento do ciclo da mineração principalmente do diamante, na Chapada Diamantina, apareceram vários povoados. Na mesma época, o plantio de café e algodão produziu o surgimento do coronelismo, o qual dominou a região e suscitou o surgimento de muitas lendas. Dentre estas as mais difundidas são a da Moça Loura e a do escravo “Pai Inácio”.
Aspectos naturais
O relevo montanhoso apresenta formações características de chapadas, abrangendo a Serra do Sincorá, com altitudes variando de 400m a 1.200m. Essa diferença de altitude contribui para a biodiversidade da região, incrementada por um microclima de temperaturas agradáveis. Diversos cursos de água atravessam esse cenário criando saltos e cachoeiras.
A vegetação do parque se divide em campos rupestres, campos gerais e densas matas de galeria. As espécies mais encontradas são; o gravatá-de-cacho, a unha-de-vaca, orquídeas e bromélias.
Entre os animais, encontramos o quati, a cotia, a capivara, a onça-pintada e a suçuarana, além de répteis como a jibóia e a sucuri. Diversas aves habitam a região: periquitos, curiós e araras.
Clima
O clima da região é tropical, com temperatura média anual entre 22°C e 24°C. O parque pode ser visitado o ano todo. O período mais seco vai de agosto a outubro. Durante o verão as chuvas são abundantes, sendo mais concentradas entre os meses de novembro e janeiro. Nessa época as cachoeiras ficam mais cheias.
Atrações
Difícil mesmo é arrumar tempo para conhecer todas as atrações do parque. Cachoeiras de todos os tipos estão dentro de seus limites, inclusive a impressionante Cachoeira da Fumaça, que despenca de um paredão de 400m de altura. Para chegar até seu poço e depois subi-la, há um trekking de 3 dias. Aqui também está uma das caminhadas mais bonitas do país, o trekking do Vale do Pati.
Algumas atrações ficam fora dos limites do parque, mas são imperdíveis. O cartão postal da região é o Poço Encantado, uma gruta com um lago azul. Poço Azul, Gruta da Pratinha, Gruta Azul são similares. Gruta do Lapão e Gruta da Lapa Doce apresentam formações interessantes.
Para apreciar a paisagem fantástica da Chapada, o melhor ponto é o Morro do Pai Inácio, com 1.120m. A diversidade é tanta, que há até um pantanal, o Marimbus, com locais para banho e pesca.
Infra-estrutura
Não possui infra-estrutura, mas tem como cidades de apoio Lençóis, que fica próxima do parque, e possui hotéis, hotéis-fazenda e pousadas bem equipadas, restaurantes e aeroporto; Igatu, Mucugê e Andaraí, com bons hotéis e restaurantes.
Objetivos específicos
Proteger amostras dos ecossistemas da Serra do Sincorá, na Chapada Diamant
assegurando a preservação de seus recursos naturais e proporcionando oportunidades controlados para visitação, pesquisa científica e conservação de sítios e estruturas de interesse histórico-cultural.










Cidade de Lençóis

Cidade de Lencóis- Portal da Chapada Diamantina



Só mesmo tendo passado por lá para saber o significado de tanta beleza e entender os inúmeros elogios feitos pelos viajantes. Conhecer a Chapada Diamantina, no coração da Bahia, é uma aventura de encher os olhos e o repertório de viagens de qualquer pessoa.

A natureza foi generosa, recheando as típicas formações de chapada com atrações diversificadas, todas elas fascinantes. Cachoeiras de todos os tipos, grutas com diferentes formações, poços de águas azuis, morros com formatos característicos, trilhas repletas de belezas: em cada lugar um encantamento diferente.

Quem gosta de aventura não pode deixar de ter a Chapada Diamantina em seu roteiro. Trekking, rapel, mergulho, espeleologia, canyoning transformam os passeios em pura adrenalina. Depois, é possível relaxar nas águas cristalinas dos diversos rios e cachoeiras.

Mas não é só a natureza que se destaca ali. Lençóis, a principal cidade da Chapada, ganha a simpatia imediata com seus casarões históricos, suas ruas de pedras pavimentadas pelos escravos, suas lavadeiras e o povo hospitaleiro que conversa alegremente nas calçadas. A histórica Lençóis viveu seus dias de glória durante o ciclo dos diamantes, chegando a ser a terceira cidade mais importante da Bahia. Hoje, o turismo é sua principal fonte de renda.

Para proteger toda essa riqueza, foi criado, em 1985, o Parque Nacional da Chapada Diamantina.

Texto: Governo do Estado da Bahia


































           Vista do Morro Três Irmãos, a partir do Morro do Pai Inácio










Morro do Pai Inácio

"Ir à Chapada Diamantina e não conhecer o Pai Inácio é um contra-senso. É do topo desse morro com 1.120 metros de altitude e 250 metros de altura que se tem a visão mais completa e bonita da Chapada --entre elas, a da serra do Sincorá.




Sua flora, composta por bromélias, orquídeas, cactos e musgos, encontra os lugares mais improváveis para se desenvolver, como as fissuras das rochas.



Localizado no município de Palmeiras, o morro do Pai Inácio fica ao lado da BR-242. Se a intenção é poupar as pernas de longas caminhadas, a melhor opção é seguir de carro por um acesso asfaltado até uma torre de telefonia. De lá, segue-se a pé por um trilha bem marcada por mais 20 minutos.




Outra opção, interessante para quem gosta de andar e explorar belas paisagens, é uma trilha aberta por garimpeiros que liga Lençóis ao morro do Pai Inácio. A travessia tem 18 km, cerca de seis horas, e passa pela serras dos Lençóis e Mucugezinho.



O nome do morro, diz a lenda, refere-se a um feito heróico de Pai Inácio, escravo que namorava às escondidas com a filha do coronel Horácio de Matos. Perseguido pelos capangas do coronel, Pai Inácio teria subido o morro e, sem ter para onde fugir, pulado com um guarda-chuvas aberto. Segundo a tradição popular, o escravo conseguiu sobreviver e escapar pelo vale." Fonte UOL


















 "Privilegiada pela grande concentração de grutas em suas terras, Iraquara tem três das mais bonitas e visitadas da Chapada Diamantina --sem contar a Torrinha.



Na Lapa Doce, dos 22 km mapeados, apenas 850 metros são abertos à visitação. Sua dolina (depressão externa formada pela dissolução ou desmoronamento de material calcário) surpreende pela grandiosidade --72 metros de altura. Seu maior salão não fica atrás: tem 60 metros de largura.




Ampla, arejada e quase toda plana, a Lapa Doce diferencia-se da maioria das cavernas da rcegião -- a Torrinha tem galerias estreitas e o Lapão, terreno irregular. De seus três salões, só um pode ser visitado. O de número três está fechado para estudos e o dois, com 14 km mapeados, tem saída fechada.



De suas formações destacam-se os lagos de travertinos, as cortinas, as asas de anjo e o lustre. Na Lapa Doce corre um rio que deságua na Pratinha, onde também vive o bagre albino --semelhante ao encontrado nos poços Encantado e Azul." Fonte UOL







Estalactites (estruturas de minerais formadas dentro da gruta)





Estalactite e estalagnite


































Bromélia

Orquídea



























Cachoeira do Diabo







“Por que a cachoeira do Diabo tem esse nome?” é a pergunta mais frequente de quem a visita. Ninguém entende o motivo de um lugar tão bonito ter sido batizado assim.





"Segundo os guias da região, há muitos anos havia uma superstição em torno da cachoeira. Dizem que quem caía na garganta da cachoeira só aparecia no poço no dia seguinte. Por isso, o local começou a ser considerado maldito e ganhou esse nome.



O fato de os corpos desaparecerem, de acordo com os guias, deve-se à alta concentração de ferro da água do poço, responsável também pela coloração escura da água.



A profundidade do poço varia de 2 metros a 4 metros --onde a cachoeira cai chega a 5 metros. O local é ideal para mergulhar e nadar. Logo abaixo do poço há uma pedra com 22 metros de altura onde pratica-se rapel." Fonte UOL



















              

  Areias coloridas retiradas das rochas
































































































































































































































































































































quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Paisagens da Praia de Carneiro/PE










































































Numa viagem que fizemos a Carneiros-PE em março de 2009, consegui retratar o Pôr do Sol em suas várias nuances... Como é lindo o entardecer e tudo o que ele revela... Tem também fotos da praia, que é lindíssima e ainda pouco habitada. Vale a pena conferir.






" Quando o sol descer no horizonte, lembrem de mim... Lembrem de mim quando os últimos raios dourados do sol pousar por sobre as palhas dos coqueiros, fazendo uma combinação perfeita com a cor da areia da praia, que a essas horas se encontra morna, aquecida, como assim está a água do mar que a banha. Percebam que os galhos das árvores esperam calmamente o voltar das aves para o seu descanso, enquanto uma leve brisa as abraçam, fazendo-as dançar suavemente ao som dos cantos dos pássaros.
Tudo se resolve. A natureza cumpre mais uma jornada e se prepara para o seu recolhimento. Uma nova etapa de vida surgirá amanhã."

Juliana Lira

domingo, 13 de setembro de 2009

Viagem ao Alto Sertão de Delmiro Gouveia/AL - Povoado de Sinimbú





























Nessa viagem que fiz ao Alto Sertão de Alagoas, pude retratar a realidade dos moradores da região e do tão magnífico por do sol que podemos visualizar todos os dias, numa paisagem silenciosa... Parece que o céu beija o chão seco e árido, com nuances de cores vivas e quentes. Dá uma sensação de proximidade com Deus...